Empresários do Comércio e Serviços são Sempre Otimistas!

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Por que afirmo isso? Vejam só…

Eu e mais 8 amigos frequentamos o mesmo restaurante durante 26 anos. Desde 1985, no dia 24 de dezembro, na hora do almoço esse grupo se reuniu regularmente, não  raro trazendo filhos e aumentado para 12 ou 15 o número de convivas.

Durante 26 anos o mesmo local foi nosso ponto de referencia para celebrar o fato de nos conhecermos desde que tínhamos todos em torno de 14/16 anos, ou seja, há mais de 40 anos, quando formávamos uma turma dedicada a promover shows de MPB, por pura diversão.Isso também significa que, durante o ano, vários de nós eventualmente almoçavam ou jantavam no mesmo restaurante.

No entanto, pasmem, nunca o dono ou algum gerente nos abordou para anotar nosso nome, telefone de alguém, email.Apesar de completarmos 26 anos de frequência, nem mesmo a filha do dono, que nesse período começou a assumir o caixa, nos ofereceu sequer um brinde por conta da casa. Nada!

E olha que o dia 24 de dezembro, véspera de Natal, não é um dia que tenha lá muito movimento na hora do almoço, já que a maioria se prepara para a ceia natalina. Certamente estavam seguros de que nossa presença seria eternamente garantida e nada precisaria ser feito para manter-nos como clientes. Isso é que é otimismo, não acha?

Ano passado, em função da constante deterioração do serviço e do injustificável aumento de preços, abandonamos o restaurante e celebramos nosso tradicional almoço em outro, há poucos passos dali. Claro que ninguém do restaurante anterior nos ligou. Eles não têm o número de nenhum de nós. Fico pensando se sequer se deram conta de que perderam um grupo de clientes fieis.

Isso acontece em CENTENAS de estabelecimentos comerciais e de serviços de qualquer ramo, todos os dias.
Lojas que você frequenta, barbearia, bares, oficina mecânica, padaria, pizzaria, nenhum deles em geral tem alguma forma minimamente estruturada de fidelização de clientes (salvo o cupom na tampa da pizza). Aí quando, como consultor, atendo alguns empresários de tais ramos, ouço queixas do tipo:
“Os clientes não estão mais comprando; eu tinha vários que eram fieis, mas sumiram. Ninguém está com dinheiro”.

A primeira coisa que me veem à cabeça é…
“Eles não tem dinheiro? Eles sumiram? Ou estão felizes, sendo melhor atendidos há poucos passos do seu estabelecimento?”

Otimismo ou alienação, não sei. Mas a ausência de atitudes proativas geralmente é fatal para centenas de empresas. Que o digam as páginas do Diário Oficial.

 

 

Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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