Sobrevivendo à Crise – II

Mantendo o senso crítico aguçado.

  1. Farol futuro esperança otimismo vislumbrar RECORTADO

As pessoas que nos cercam podem ajudar ou agravar nossa crise pessoal e/ou profissional. Por mais racionalidade e lucidez que tenhamos, nestas ocasiões não bastam os números e estatísticas para formar nossa opinião sobre a situação econômica.
Boa parte dela é composta de nossas impressões, perspectivas e sentimentos. Coisas muito subjetivas e que sofrem influência direta de nossos relacionamentos sociais.Isso significa que se estivermos cercados de pessoas pessimistas, depressivas ou com visão negativa do futuro do cenário político e econômico, tenderemos a acabar concordando que não há motivos para festa. Tenderemos a admitir que não há o que fazer. Isso impacta diretamente nosso planejamento de curto e médio prazo e até nossa eficácia em tudo que fazemos no dia a dia.

Então a solução é buscar ‘pollyannas? Fazer o jogo do contente o tempo todo? Claro que não. É estupidez achar que situações ruins podem ser encaradas com alegria como se fossem a coisa mais deliciosa do mundo.
O que é ruim é ruim e pronto. Precisamos reconhecer os fatores negativos que nos cercam e nossas próprias limitações, que também são responsáveis pelo nosso momento atual. Sermos realistas nos ajudará a enxergar melhor.

Mas ao mesmo tempo precisamos prestar mais atenção às pessoas que apontam caminhos, que exibem algum sucesso, que demonstram otimismo e disposição por enfrentar de modo destemido e enérgico as adversidades. Estejam entre nossos parentes e conhecidos ou na mídia de um modo geral, essas pessoas podem nos inspirar e, principalmente, ajudar a enxergar oportunidades, coisa difícil de ver sozinho quando se está deprimido ou sem esperança.

O lado bom dessa história – e tem – é que toda crise tem oportunidades. Difícil encontra-las, claro que sim. Por isso mesmo precisamos muito da ajuda de pessoas que nos estimulem a pensar. Atribuem ao Jorge Paulo Lemann a frase “Nunca conheci um pessimista bem sucedido”. Se pensarmos bem, faz sentido. É pouco provável que alguém que só enxergue a fatalidade consiga vislumbrar o sucesso.

Na conjuntura atual então, quais são as pessoas com que você pode contar para trocar ideias? A quem você pode recorrer para falar dos seus projetos, mesmo que você ache que eles não tem chance de ocorrer? Quem pode te ajudar a sonhar, ter ideias e visualizar ações pequenas, imediatas, que podem começar a preparar resultados interessantes mais adiante?

Certamente você conhece alguém que pode, em breves encontros ou mesmo papos virtuais, proporcionar alguns minutos de reflexão positiva. Pense. Pode ser alguém um pouco mais distante, que você não encontra com frequência ou, quem sabe, alguém dentro da sua própria casa, mas que você nunca pensou em tratar tais assuntos com ela.

No próximo texto vamos falar um pouco sobre por algumas ideias no papel pra analisar e como fazer isso de modo produtivo.

Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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