Dicas&Toques 118 – Como é difícil mudar comportamentos na empresa!

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Periodicamente fazemos uma pesquisa de opinião sobre serviços de consultoria e treinamento terceirizados, junto a empresas atendidas por nosso escritório ou mesmo por outros escritórios de consultoria.
O objetivo, claro, é o aprimoramento de nosso trabalho e a aferição do nível de satisfação das empresas com tais serviços.
O empresário entrevistado no final da tarde desta quarta-feira, do setor de construção civil, apontou como um dos pontos críticos do trabalho de consultoria, o fato de que sem alguma forma posterior de acompanhamento eficaz, a tendência das equipes é gradativamente retomar comportamentos anteriores ao trabalho.
Ou seja, apesar de meses de treinamentos, reuniões regulares e ajustes em procedimentos e rotinas, o que reconhecidamente não era um comportamento adequado e conseguiu-se mudar durante o projeto, aos poucos vai voltando se não houver formas eficientes de fiscalização e conscientização.
Coisas simples como registrar informações logo após um contato telefônico e antes do próximo, para não perder os detalhes, com o tempo passam a ser feitas de modo irregular até serem totalmente abandonadas.
Para rotinas mais complexas o fenômeno não é diferente.
Então para que fazer consultoria e treinamentos? Ou, perguntando de outro modo, qual será a forma certa de fazer com que o que custou tempo e dinheiro para ser mudado, não volte a ser o que era antes?

Isto fica semelhante aos tais regimes que muitas pessoas fazem, emagrecem com muito esforço e, meses depois, cansam das novas rotinas, relaxam e voltam a engordar.

Em ambos os casos temos dois fatores fundamentais:

1o) É preciso sim alguma forma estruturada de acompanhamento regular até que os novos hábitos e comportamentos sejam plenamente instalados.

2o) Se não houver a percepção real de vantagem, de alguma forma de ganho com os novos comportamentos, se não for gratificante a mudança, ela não durará mais que um breve e desagradável tempo.

Ou seja, é ilusão imaginar que consultorias ou treinamentos externos possam operar mudanças consistentes nas empresas sem que alguém, internamente, assuma o papel de padrinho do projeto e o mantenha vivo de modo permanente, já que o apoio externo prolongado nem sempre é viável do ponto de vista econômico.
Na pequena empresa, o maior desafio é encontrar o profissional que tenha condição e disposição para tal papel e, falando francamente, que ele conte com integral apoio do próprio empresário. Isto porque muitas vezes, o principal sócio da empresa é o primeiro a relaxar os comportamentos pelos quais pagou para implantar.
Dá trabalho sim conquistar o peso ideal ou as boas práticas empresariais.
Mas só quem persiste, usufrui seus benefícios.

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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