Dicas&Toques 124 – Homofobia nas empresas.Tabu pouco enfrentado.

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Nem sempre é explicito, muitas vezes é mal dissimulado, mas o fato é que ainda em muitas empresas o preconceito é real e tolerado.

Se uma moça tem maneira de falar um pouco mais dura ou fora do esperado, cabelo curto, ausência de maquiagem, usa roupas unissex e tem aperto de mão vigoroso, é sapatão?

E se um rapaz apresenta gestos mais leves, trejeitos de corpo mais angulosos, suavidade no falar e comportar-se, é boiola? Baitola?

Talvez sim, mas termos como “sapatão”, “boiola”, “mulher macho”, “baitola” e outros, mais do que rótulos sociais pejorativos, revelam uma estrutura de pensamento e relacionamento que coloca o outro – ou a outra – numa posição inferior através de educada evitação.

Quem adota essa postura certamente tratará tais pessoas com uma distância maior e com a pré-suposição de que se trata de pessoas nas quais não se pode confiar plenamente ou que é melhor que os clientes da empresa não conheçam, etc.

Há um número cada vez menor de empresas que criam entraves nos processos seletivos para admitir homossexuais masculinos ou femininos se tal condição tiver sido deduzida ou suposta pelo entrevistador.

Mas ainda é bastante grande a parcela de organizações que simplesmente descartam potenciais talentos, apenas com base na pretensa constatação de que “o candidato demonstra comportamento incompatível com o perfil da empresa”. Aliás, essa frase eu li, anotada à mão na margem de um currículo, numa das empresas onde dei consultoria no passado.

Descartar pessoas ou permitir um clima diferenciado em torno delas, com base num conjunto de maneiras e comportamentos distintos do padrão Macho/Fêmea imaginado como ideal é o mesmo que julgar que um anão, um cadeirante ou alguém de olhos verdes, por exemplo, seja menos digno de confiança e menos competente do que os outros.

E como lidar com tais situações nas empresas então?

Estimule as pessoas a considerar sempre as competências e habilidades dos colegas. Centrar o foco de atenção na contribuição que cada um pode somar ao todo.

VALORIZE os acertos e conquistas, especialmente daqueles que por algum motivo são tratados de forma diferente pelas equipes.

Talvez você não acabe com o preconceito, mas ao menos estará evidenciando que o “diferente” pode ser tão competente e participativo quanto qualquer outro.

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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