Dicas&Toques 128 – A Desonestidade na Hora do Fim da Relação.

  1. dt128

D&T70

Não gosta mais do que faz, mas continua fazendo, só que mal feito. E pior, de propósito.

O primeiro pensamento é que ambos profissionais atuam em campo, realizam vendas, visitam clientes, prospectam novos clientes e ambos acompanham os negócios. O tipo de vínculo é apenas um detalhe. Como dizem os antigos “Aí é que a porca torce o rabo”.

Já falamos aqui de atitudes e comportamentos pouco louváveis de empresários e gestores. Pois bem, entre os funcionários e colaboradores também observamos condutas negativas e até desonestas em alguns momentos.

Na semana passada, ao fazer entrevistas individuais com membros da equipe de um cliente nosso, num processo de avaliação de clima organizacional, um dos integrantes declarou sem qualquer constrangimento que não tinha mais interesse em ficar na empresa, mas que não pediria as contas.

“Se ele quiser, que me mande embora” alegou, referindo-se ao seu superior imediato.
Perguntado se não achava ruim trabalhar em um lugar de que não gosta mais e que, consequentemente não traz o importante sentimento de realização, ele comentou que não abriria mão dos anos de casa e que, para forçar sua demissão, apenas empurrava com a barriga. Ou seja, cumpria sua função, mas de modo descomprometido, as vezes até relapso.

Diante de tanta desfaçatez encerrei a entrevista e demorei alguns minutos para chamar o próximo entrevistado. Fiquei pensando o seguinte:
Pode alguém ser honesto – consigo mesmo e com os demais – estando feliz com seu trabalho e, em outro momento, passar a ser desonesto se não houver mais prazer com a tarefa, a empresa ou o ambiente?

A honestidade é um sinal estável e seguro do caráter de alguém ou é apenas circunstancial?
“Sou honesto quando me convém, quando não acho mais vantagem, sou desonesto e pronto”.

O fato é que alguns profissionais se pautam por esse pensamento. A velha de desprezível atitude de levar vantagem. Claro que se, num processo seletivo consigo detectar alguma tendência a semelhante comportamento, descarto de imediato o candidato.

Infelizmente é bastante difícil prever esse modo de pensar, embora alguns testes psicológicos apontem tendências e procedimentos prováveis.

Parece que quando o diálogo acaba as pessoas mostram seu lado mais escuro e oculto. Tanto empregados quanto empregadores.

Apostar na aliança, coleguismo e franqueza, embora não seja garantia de nada, ainda continua sendo o melhor caminho.

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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