Dicas&Toques 139 – O Vendedor e os Vários Títulos da Profissão.

D&T70

De um lado o cliente em busca de produtos e serviços que atendam suas carências. Do outro, um universo imenso de coisas à venda. No meio disso, o vendedor ou corretor, ou consultor de vendas ou… são tantos os nomes que dão hoje que não caberiam aqui.

É curioso constatar o esforço que as organizações fazem para batizar a atividade com um nome mais solene ou imponente. Em alguns casos, talvez mais específico. Na área técnica já vi muitas vezes o título de “engenheiro de vendas”. Fiquei pensando em que escola essas pessoas deveriam estudar para formar-se como engenheiros de uma atividade que não tem engenharia.

Vendedor técnico acho mais adequado porque não esconde o nome “vendedor” que é isso que o sujeito é.

Quem vende é vendedor, ponto!

Batizar com outros nomes, na maioria dos casos soa falso, ardiloso. Parece que estão querendo esconder alguma coisa. Como se o sujeito se apresentasse como padre, pastor ou coisa parecida, mas no fundo quisesse mesmo te vender Bíblias.

Porque não chamar vendedor de vendedor? Ou de corretor, no caso de seguros e imóveis?

Outra intenção do uso de nomenclaturas alternativas é tentar diferenciar os vendedores de uma empresa dos vendedores do mercado.

Assim, a companhia que atribui a si mesma, qualidades que as outras não têm, intitula seus profissionais de “consultores”.

De fato, quando no processo de venda há a necessidade de conhecer detalhadamente os anseios do cliente e buscar adequar os produtos a eles, cabe sim o termo consultor, já que ocorre um trabalho de consultoria efetiva antes da venda.

No entanto, chamar de consultor um profissional que vende commodities ou produtos de baixa complexidade é uma pretensão descabida, porém frequente no mercado.

Eu comecei minha vida profissional naquilo que chamo de escola da pastinha. Vendedor mesmo, sem eufemismos ou disfarces. Após poucos anos como office boy e operador de telex num banco, meu trabalho foi na rua, visitando clientes potenciais, gastando sola de sapato, tomando chá de cadeira em recepções pouco amigáveis e apresentando produtos para pessoas que nem sempre precisavam deles, mas me recebiam por ser parte de suas atribuições.

Eu fui, portanto, vendedor. Aliás, sou até hoje já que continuo vendendo meu trabalho de consultoria e serviços de treinamento.

Confesso que sou vendedor antes mesmo de ser consultor, pois este só pode trabalhar depois que aquele já vendeu.

Eu não sei o que você faz, mas se você vende alguma coisa, qualquer coisa, não faça rodeios. Admita que você é vendedor e pronto. Afinal, esta é uma das mais antigas profissões do mundo. No próximo D&T falaremos sobre isso.

 

Amanhã no estado de São Paulo é feriado, por isso antecipamos para hoje esta publicação.

Prepare o seu final de semana.

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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