Dicas&Toques 142 – A Ausência Forçada e a Força do Hábito.

D&T70

Quinta feira passada não publicamos o D&T. Mas alguns leitores “lembram” de ter lido o texto e, perguntados, até elogiaram. Como pode?

Motivos de saúde me deixaram totalmente sem ânimo de produzir um texto minimamente aceitável e nessa situação preferi, pela primeira vez em três anos, não publicar nada.

Honestamente penso que se não há condição de oferecer algo com um mínimo de qualidade, melhor não oferecer coisa alguma.

Mas conversando com alguns clientes que são leitores regulares deste D&T, no meio do assunto surgiram comentários como “muito legal o Dicas desta semana, gostei” e até referiram um trecho ou conceito, obviamente de semana anterior e não da semana passada, pois não houve.

O que faz alguém achar que leu o que não leu? O hábito, claro. Hábitos são comportamentos repetitivos e relativamente automatizados que fazemos porque nos são confortáveis ou nos gratificam de algum modo.

Por conta disso eu fiquei lisonjeado, pois referir leitura mesmo quando não ocorreu significa que o D&T entrou na rotina dessas pessoas.

Que outros hábitos temos? Alguns saudáveis, produtivos, outros não muito e outros ainda totalmente inócuos, mas que fazem parte de nossas idiossincrasias (adoro essa palavra) e compõe nossa identidade.

Fazemos sempre o mesmo caminho de casa para o trabalho e vice versa, compramos
sempre o pão na mesma padaria, às vezes até mais longe de casa do que outra concorrente, mas que nos agrada mais, lemos sempre os mesmos jornais, cumprimos rituais, enfim.

Nossa vida é cheia de rituais, mesmo que raramente paremos para percebê-los. Até os gestos ao tomar banho, se lavamos primeiro os pés ou a cabeça, se enxugamos primeiro o braço esquerdo e depois o direito, etc.

Você já parou pra pensar se faz parte do hábito de outras pessoas? Vários desses hábitos estão ligados às nossas relações sociais. Algum cliente conversa com você habitualmente?

Proponho uma experiência simples e interessante. Escreva numa folha alguns dos seus hábitos e os de outras pessoas que envolvam você. Isso dará uma visão interessante sobre si mesmo e suas interações sociais. Sabemos muito sobre nós, mas ao escrever RECONHECEMOS coisas que estavam apenas latentes.

Quem sabe você descobre que tem importância maior do que imaginava para outras pessoas?

Eu ao menos fiquei feliz por não ter escrito nada a semana passada. Graças a isso descobri que continuei presente, por força do hábito.

 

Prepare seu final de semana.

 

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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