Dicas&Toques 172 – Reduzir custos é necessário – III. Custos de Centralização.

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As pessoas perguntam coisas o tempo todo para o chefe por não terem iniciativa ou não tem iniciativa porque a regra é, na dúvida, perguntar para o chefe? O que vem primeiro?

Esta é outra enorme fonte de custos. Invisível, pouco percebida, mas muito presente, a centralização de decisões provoca constantes paradas no trabalho de equipes inteiras à espera de uma avaliação superior, uma autorização, um carimbo de OK.

Nas empresas em que observamos esse imenso desperdício de tempo há sempre dois lados:

  • Segundo os chefes, os membros da equipe não tomam iniciativa e fazem sempre as mesmas perguntas por que é mais cômodo não pensar. Mesmo os que têm capacidade para resolver coisas sozinhos, não o fazem por preguiça.
  • Segundo os membros da equipe, quem toma iniciativa tem grande risco de levar bronca, então o melhor é perguntar. Não raro, citam exemplos específicos de situações em que isso ocorreu e que desestimulam qualquer atitude mais independente.

E como saber qual dos lados está com a razão? Em geral, nenhum dos dois. O que há é um clima de fiscalização e não de parceria. Como se chefias e equipes fossem grupos rivais e não um só time.

Esse cenário é responsável pelo consumo de até um terço do tempo das pessoas. Não é difícil então estimar o custo da centralização.

O que ocorre é que muitas chefias tem pouco apreço pela atividade de treinamento. A diferença é de postura em relação à equipe. A atitude de fiscalização é muito mais frequente que a de colaboração.

Porém um chefe que gasta 70% do seu tempo treinando, orientando, acompanhando sua equipe consegue dez vezes mais produtividade do que uma equipe inteira que gasta 30% do tempo pedindo orientações ou esperando autorização.

E por que fiscalizar é tão mais frequente? Porque além de ser defensivo é muito confortável. Não requer nada além de dizer se está certo ou errado e, às vezes, dar algumas broncas, o que infla o ego de muitos chefes que se sentem poderosos com isso.

Já colaborar requer grande disposição para repetir orientações muitas vezes sem se irritar, ser receptivo o tempo todo, substituir as broncas por pacientes e longos momentos de trabalho conjunto com quem se está treinando. Não infla o ego de ninguém nem dá sensação de poder.

A decisão aqui é entre sentir-se poderoso ou ter uma equipe produtiva, motivada e bem treinada. E na sua empresa, como é?

 

Prepare seu final de semana.

 

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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