Dicas&Toques 33 – O difícil momento do desamor com o próprio negócio.

O fato é que toda relação tem seus altos e baixos. Se no casamento temos fases de crise, porque não teríamos no nosso negócio, onde provavelmente passamos mais tempo do que em casa?

O perigo é quando começam as avaliações carregadas de sentimentos negativos:
  • “Isto aqui já deu o que tinha que dar”
  • “Este mercado agora é só pra gente grande”
  • “Com os importados não tem mais como sobreviver neste negócio”
A lista é grande. Entretanto, às vezes esconde uma miopia empresarial decorrente do excesso de imersão no dia a dia e provoca severas distorções na percepção do mercado.
No ano passado, ao menos dois dos empresários com que conversamos se arrependiam de ter mudado de ramo num momento de cansaço com a atividade anterior. De ambos ouvimos um comentário mais ou menos assim: “Não percebi que havia outros meios de criar diferenciais e destacar-se da mesmice. Achei mesmo que estava acabado”. Um deles, do ramo de informática, outro do segmento metalmecânico. Se você estiver agora num momento assim, busque trocar ideias com outros empresários.

Não só do seu ramo, pois muitas vezes a saída está numa ideia que não tem nenhuma relação com o que você faz ou tem feito.

Procure ajuda no Sebrae, na Federação ou Centro das Indústrias, na Associação Comercial e, se puder, conte com a orientação de algum consultor.

Mas mesmo antes disso, responda algumas perguntas:
  1. Quantas vezes você criou algo novo no seu produto ou no seu jeito de relacionar-se com clientes nos últimos 2 anos?
  2. Quando foi a última vez que você fez uma breve pesquisa de satisfação? Não “proforma”, mas pesquisa efetiva, com perguntas corajosas.
  3. Se o seu produto não pode ser diferente, o que há de diferente nos seus serviços que possa justificar um cliente comprar de você e não do seu concorrente?
  4. O que você pode fazer/produzir na sua empresa, que seria complementar às necessidades do seu cliente?
  5. O que você pode fazer/produzir na sua empresa, que aproveite sua capacidade produtiva e competências, mas que possa ser destinado a outros segmentos diferentes do seu?
Não é fácil, claro, achar a saída para uma crise. Mas será que é mesmo impossível?

 

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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