Dicas&Toques 40 – A ansiedade provocada pelas mudanças.

Medo! Esse é o sentimento mais potente nos estados de ansiedade provocados por vários tipos de mudança.

Nos últimos anos parece que uma paranoia coletiva tomou conta de quase tudo e as tais mudanças passaram de anuais a mensais, semanais, diárias, horárias… loucura total.

Tudo ficou radical. Mudanças a qualquer custo. Com isso, algumas pessoas fizeram e fazem a mais radical das mudanças: de vivo para morto.

Enfartes passam a ser mais frequentes que resfriados. Todo mundo tem hoje alguém na família que morreu de enfarte, numa fase de mudanças, sejam pessoais, profissionais, sociais, afetivas, etc. etc. A questão é que o alarmismo precisa ser filtrado para não se sucumbir a ele. Há dois aspectos a serem pensados nisso tudo:

1º) Mudança é algo natural em nossa vida, em nosso corpo, em nossas células. Claro que profissionalmente temos que atualizar-nos, evoluir, aprimorar nossas competências. Mas isso não precisa ser um suicídio.

2º) Há várias coisas que não mudam nem dependem de qualquer atualização específica:

  • A percepção de que pessoas precisam de pessoas é algo que precisa ser relembrado e reforçado, porque é eterno, mas está esquecido. Em nossas atividades de vendas, por exemplo, os clientes continuam precisando de bons profissionais de vendas, que entendam suas necessidades, que ajudem a pensar e escolher, exatamente como em 1750, quando caixeiros viajantes cruzavam o Brasil em lombos de burros.
  • Quem vende continua precisando conhecer e confiar naquilo que vende. Quem compra continua precisando confiar no vendedor. No começo o preço e a qualidade são decisivos, mas em vendas continuadas, o que sobreviverá será a relação de confiança, mesmo quando afetada por variações de qualidade e preço, desde que sejam variações aceitáveis.
  • O exercício e aprimoramento de competências pessoais era algo constante nos antigos samurais, gladiadores, hoplitas, combatentes. Eles se aprimoravam para CONTINUAR e não para MUDAR.

A lista seria longa, mas o que importa aqui é notar que a maioria das mudanças diz respeito à forma, não à conteúdo.

Então, apreenda sim as novas formas de fazer as coisas que você sempre fez. Desarmando-se para absorver um novo jeito, o que você faz pode talvez ficar mais eficaz e, quem sabe, mais gostoso.

Ao menos garanto que você não precisará atravessar o Brasil em lombo de burro. Pode fazê-lo desde sua cadeira favorita, via web, SMS, Skype, WhatsApp, Viber, Correios, etc.

Ah… sim, antes que eu esqueça…
Arranje ao menos um espacinho na sua agenda semanal prá não fazer nada, prá não mudar coisa alguma. Isso vai mudar muito o seu humor e a sua percepção das coisas.

 

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

2 Comentários

  1. André,

    Já poderíamos dizer que essa dica é “antiga”, afinal foi de Maio/2013, mas como o texto mesmo diz, tem coisa que não muda, então é perene, como essa dica por exemplo.

    Obrigado amigo por nos lembrar de “pequenos” GRANDES detalhes.

    Feliz 2014.

    Abraço
    Elton

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