Dicas&Toques 49 – O grupo tem a feição do líder

Por Lupércio Arthur Hilsdorf*

O gerente ao liderar e dirigir uma equipe, deliberadamente ou não, vai moldando a personalidade do grupo em função de suas ações, suas atitudes e decisões, e até de suas omissões. Se o grupo espera uma decisão imediata e o gerente titubeia e posterga, pode estar passando uma imagem de indeciso ou fraco. Outros comportamentos também são importantes: se consulta o grupo ou se decide quase sempre sozinho; se delega como quem abdica ou se delega e acompanha fornecendo condições para a atuação do funcionário.

Todo comportamento e atuação de um gerente tem repercussões na motivação e nos resultados do trabalho. O líder pode ser a melhor fonte de motivação, mas pode também se grande fonte de desmotivação. Quem manda fazer mas não faz ou exige disciplina mas não tem, não pode culpar os funcionários pelo fraco desempenho deles. Um gerente extremamente enérgico e centralizador, cria um clima de medo com o seu autoritarismo. Por outro lado, um gerente que procura harmonizar o relacionamento, que demonstra ter valores e crenças elevadas e que coadunam com a sua atuação, tem uma postura que além de transmitir respeitabilidade pode ser educativa.

O bom líder é aquele que consegue consentimento e comprometimento da equipe para atingir as metas. Para tanto, precisa ter firmeza de propósitos mas, ao mesmo tempo, gerar participação. Gerentes determinados na consecução de seus objetivos conseguem catalisar o grupo porque impõem-se pela força do exemplo, muito mais do que pela força da coerção. Quando o líder está comprometido com a excelência e cultiva na equipe o “espírito de nós”, ele leva o grupo a desenvolver uma visão compartilhada da missão e demonstra que todos são responsáveis pelo atingimento de resultados superiores. É com base nessa ideia que John Kennedy afirmou “líder é o indivíduo capaz de fazer com que cada um dê o melhor de si em benefício de todos”.

Gerentes empreendedores não se contentam com pequenas vitórias nem se perdem em pequenas derrotas. Consideram as expectativas e as motivações do grupo, e trabalham para neutralizar o desânimo e as frustrações passageiras não deixando que isso interfira na produtividade global do departamento. Um bom gerente é antes de tudo Proativo. O indivíduo proativo é movido principalmente pela atração do que está adiante. Um gerente proativo é movido pelas suas visões e objetivos, esperanças e aspirações. Já o reativo vive baseado em seus temores, dúvidas e negativismo.

Bons gerentes são proativos, educadores, e deixam sua marca. Mesmo depois de promovidos para desafios maiores ou para cargos superiores, eles são lembrados e reverenciados pelos que com ele trabalharam. O grupo que liderou passa a ter a sua “cara”, e isso pode repercutir na administração do próximo profissional que vier a ocupar sua posição, tal a importância da marca que deixou quando de sua administração. Esses gerentes-lideres excelentes são formadores de opinião. Eles criam uma cultura favorável à criatividade e a inovação por que valorizam as pessoas e o trabalho delas.

 

*Lupércio Arthur Hilsdorg é escritor e consultor de empresas.
www.luperciohilsdorf.com.br

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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