Dicas&Toques 74 – Tempo de Preparação, e de Plantio.

D&T70

Na atividade de prestação de serviços profissionais, assim como em outros setores, há períodos em que a chance de não ter trabalho em clientes é grande. Final de dezembro, janeiro e até meados de fevereiro, só quando já existe um projeto em andamento é certeza de trabalho. Caso contrário, raramente se começa alguma coisa nesses meses.

Isso reforça a tola frase que muitos usam:
“O Brasil só começa a trabalhar depois do Carnaval”.

Evidente que isso é uma bobagem rotunda. O fato de não haver grandes decisões e inícios de projetos, longe de significar que ninguém está trabalhando, é um claro sinal de que deve estar em curso nas empresas uma febril atividade de planejamento.
Inclusive gente discutindo se vai contratar os seus serviços ou os do seu concorrente.
E o que nós, prestadores de serviço, podemos fazer a esse respeito?

1) Internamente há dezenas de tarefas que durante o ano todo esperam uma chance. Atualização de recursos de trabalho, avaliação de procedimentos e métodos, discussão de casos com a equipe, visando aprender com eventuais falhas ou aprimorar o desempenho do time nas relações com os clientes e nas próprias relações internas. A lista é grande.
2) Em campo é o momento perfeito para visitas, contatos, reuniões, inclusive com potenciais clientes, aos quais podemos oferecer algum tipo de apoio nos seus processos decisórios – desde que a oferta seja sincera e não uma tentativa de venda forçada, travestida de “assessoria na escolha”. Os clientes não costumam ser tão ingênuos quanto muitos prestadores de serviço gostam de pensar.

E tem algum risco nesse apoio? Claro que sim. O risco de que você o ajude a descobrir que não é de você que ele precisará naquele momento. Ruim? Não necessariamente.
Esteja preparado para esse tipo de resultado e ele não te surpreenderá.
Quer melhor oportunidade do que essa para demonstrar a um cliente a sua legítima, autêntica preocupação com ele?
Se possível, até ajude-o a encontrar o profissional que precisa ou ao menos indique a ele um caminho de busca mais curto.
Qual é o grande ganho nisso? Você foi útil a ele mesmo quando não era de você que ele precisava. E mais: você o ajudou a descobrir isso. Coisas assim criam vínculos duradouros.

Nestes tempos de Brasil eivado de corrupção por todos os lados, pode até parecer uma afirmação típica de um otário.
Mas, acredite, as pessoas apreciam a honestidade profissional e tendem a nutrir grande respeito por quem mantem postura ética.

Nos meus 33 anos de atividade em treinamento e consultoria posso lhe assegurar que lá adiante, em algum momento, isso lhe renderá dividendos. Seja em contratação direta, seja em indicações ou até mesmo na menção do seu nome com certa reverência. Em que você acha que se baseia a tão desejada propaganda boca-a-boca?

Use, portanto, este tempo para o plantio de relações de valor. Tente aperfeiçoar seus processos internos. Seja útil de algum modo às pessoas para as quais você gostaria de prestar serviços. O melhor posicionamento de marketing ainda continua sendo a integridade profissional.

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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