Dicas&Toques 94 – Etiqueta Empresarial – IV Gírias, Tom de Voz e Temas Informais.

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Aí mano, não pode ficar moscando que o bagulho é loco. É pra fazer a correria sem embaço, porque se der milho, nego arranja maior treta nas quebrada, arma cama de gato e o caramba. Depois os truta vão ficar chupando manga e não adianta falar foi culpa dos alemão porque maluco não bota fé em quem vacila! Tá ligado?” 

Claro que ninguém fala desse jeito com seus clientes, não é?

Pois eu não tenho muita certeza de que isso não aconteça. Às vezes, visitando ou mesmo ligando para algumas empresas, pode-se ouvir um vocabulário muito parecido a esse. Mas as gírias, no mundo dos negócios, só fazem sentido em alguns poucos ramos muito específicos. Fora deles, termos de gíria são facilmente percebidos como falta de vocabulário – e, por extensão, de aprimoramento profissional – por muitos clientes. Quem tem a missão de relacionar-se com o público em nome de sua empresa, seja qual for o cargo, precisa cuidar de sua forma de comunicação como quem cuida de um tesouro. E três aspectos são cruciais nessa tarefa:

1.  Linguagem formal – não é o caso de falar como quem vai fazer um discurso em alguma solenidade. Basta falar o português correto, sem gírias nem vícios de linguagem.

2. Tom de voz – especialmente na área de vendas, o número de profissionais que fala alto demais é bem grande. Mas, é preciso policiar-se, pois para quem ouve é desagradável e tende a encurtar a disposição para continuar uma reunião e até fazer com que ela seja abreviada.

3. Temas Informais – conhecidos como “papo pra descontrair”, são conversas preliminares ou finais que pretendem criar um clima mais amigável, antes ou após um encontro de negócios. Nesta hora, eu e meus colegas consultores, já vimos muito profissional fazer bobagem, achando que estava agradando. Tocar em assuntos pessoais, familiares, religiosos ou esportivos pode ser um desastre. Na dúvida, não use conversa nenhuma pra descontrair. Aliás, será que SEMPRE é preciso essa coisa de descontrair?

O comportamento formal e protocolar pode ser uma chatice, mas certamente é mais seguro do que o risco de palavras, tons de voz e temas de conversa que não temos certeza de serem bem vistos.
Quanto ao linguajar do começo deste texto, é gíria pesada, sim. Na verdade, é gíria da malandragem e do submundo. Colocamos aqui prá chamar a atenção. Existem, sim, gírias mais simpáticas e leves. A questão é se são ou não oportunas.

Simpatia, cordialidade, jovialidade combinam perfeitamente com um comportamento restrito às regras mais formais do ambiente empresarial. Além de serem elegantes, preservam a relação dentro do conveniente contexto profissional.

Esta é a 4a. de uma série de oito D&Ts sobre Etiqueta Empresarial.
No próximo número, “Almoço de Negócios sem Indigestão”.
Conheça nosso workshop sobre o tema e contrate para sua empresa.


 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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