Dicas&Toques 41 – Você sabe o que sua empresa sabe?

João tinha uma indústria metalúrgica. Clientes antigos, produtos competitivos e tinha o Ditão, chefe da produção que sabia como fazer cada item do catálogo. Quantas passagens de máquina, tempo de têmpera, medidas, temperaturas, cortes, vincos, etc. e tal. Ditão sabia tudinho!!

Mas Ditão morreu de uma hora prá outra. Nem avisou ninguém, imagine que falta de consideração. Quem sabia tudo o que Ditão sabia? Ninguém. Hoje João trabalha de vendedor numa antiga concorrente.

Quem gerencia o conhecimento em sua empresa? Ele está espalhado na cabeça das pessoas, mas sem qualquer registro formal? E quando uma dessas pessoas não está, falta ou sai da empresa, a quem se pergunta o que ela fazia e como?

Essas perguntas precisam de resposta segura para que a empresa sobreviva e mantenha seus padrões e seu saber. Não é apenas o conjunto de registros exigidos pelas certificações. Trata-se de procedimentos que envolvem também ações não técnicas, resolução de pequenos problemas, formas de conduzir reclamações, comportamentos mais produtivos no relacionamento comercial, etc.

Não é complicado. Basta começar:

1. Anote de forma objetiva as pequenas soluções ou encaminhamentos dados a um problema e as reclamações mais frequentes.

2. Registre episódios de relacionamento que foram bem sucedidos e como.

3. Classifique as anotações por área da empresa e vá armazenando numa pasta com separadores.

4. Acumule essas anotações por ao menos 4 a 6 meses e, depois, comece a ler e analisar, junto com colaboradores que possam contribuir para aprimorá-las.

Em pouco tempo você descobrirá O QUE é importante registrar em sua empresa.

Esse “saber” é o CAPITAL INTELECTUAL da empresa. Para preservá-lo e desenvolvê-lo é fundamental que exista um gestor do conhecimento, como existe nas empresas dos Estados Unidos e Europa. O CKO (chief knowledge officer) é o responsável por registrar, analisar e desenvolver esse importante capital.

E não pense que isso é coisa só de grandes empresas. Ao contrário, uma empresa pequena que dê atenção ao seu capital intelectual tem muito mais chance de crescer e ter vida longa, do que uma empresa grande que não cuide do seu saber.

E se você tem um “Ditão” na empresa, trate de começar uns bate-papos mais frequentes com ele.

Vai quê…

 

 

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Sobre o autor

André Ganzelevitch

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André Ganzelevitch é consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981.É autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância.

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